
Acordei com o frio da morte nos pés.
Me agasalhei com a manta que a Nona me fez.
O terraço exibia um estranho filme.
Um filme que não sabemos se é noite ou dia.
Aquele espaço de tempo que o mundo parece coberto por sombras.
Enquanto o sol não me aquecia, peguei um cigarro.
A fumaça levantou vôo e encontrou um corvo.
Perguntei, baixo, sussurrando como em um velório:
"Quando seremos nós mesmos?"
A ave agourenta passou, rasante, e posso jurar que me encarou, dizendo,
"Nunca mais."
.
.
.
Texto by: Salem
Arte by: Cadjoo
Me agasalhei com a manta que a Nona me fez.
O terraço exibia um estranho filme.
Um filme que não sabemos se é noite ou dia.
Aquele espaço de tempo que o mundo parece coberto por sombras.
Enquanto o sol não me aquecia, peguei um cigarro.
A fumaça levantou vôo e encontrou um corvo.
Perguntei, baixo, sussurrando como em um velório:
"Quando seremos nós mesmos?"
A ave agourenta passou, rasante, e posso jurar que me encarou, dizendo,
"Nunca mais."
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Texto by: Salem
Arte by: Cadjoo
4 comentários:
Oba! Minha gravura Carlal favorita com um ótimo texto! Gostei, Rodrigo, ficou muito legal!
Valeu! Desculpa num ter respondido antes, mas o e-mail não tava configurado.
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