domingo, 19 de julho de 2009

The War is Over



Stop the lights
I can finally see you eyes
Turn off the sun
Turn off the moon
It’s all a lie
All a lie

Stop pretending
Roll the dices
You’re not that faithful
Not faithful
to you
Only to you

Stop the lying
Are You still the same?
Are you still insane?
My dear

One more time and I swear
I knew everything
Where It would end
What I would bear
You can can’t erase
What you said

We carried our flags
Across boundaries
Through pain and death
Shame and love

But there’s no war to fight
anymore
No land to rest
Anymore
No one else to kill
Anymore

Only the sound of your steps
.
.
.
Lyrics by Salem

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Chamada Desconhecida


Quero ser o frio de seu calor
O desprezo de seu amor
Ser a liberdade de seu prisioneiro
O refugiado de sua guerra
O fim do seu início
O barulho de seu silêncio
O erro de suas escolhas
O trôpego talento
A lentidão do pensamento
Quero ser a bala na sua cabeça
A música repetindo no seu cérebro
O sangue de seus pulsos
A derrota na última hora
O desejo de ir embora
A máscara da verdade
A dor da vaidade
O fingimento da alegria
Ver aquele que ia
E não via
Que queria apenas ser
E esquecer
.
.
.
Texto by Salem
Arte by Ruivon

terça-feira, 30 de junho de 2009

Tão Pouco



Você vendeu sua alma por tão pouco
E o que ganhou em troca?
A alegria do demônio
A compreensão dos loucos
Uma dor de estômago
O desprezo da solidão

E quando nem a solidão quer companhia
Sua companhia é a solidão
.
.
.
Arte por Cadjoo
Texto por Salem

terça-feira, 9 de junho de 2009

A quietude do caos


Ali, bem pertinho, um garoto segurava um balão branco
Sua mãe, nervosa e inquieta, falaou em tom grosseiro:
"Segure essa corda direito, menino. Senão o balão escapa"

O menino não se fez de rogado:
Largou a cordinha.

A mãe tentou pegar, pediu ajuda para um bombeiro.
O bombeiro deixou uma mulher cair, mas não segurou o balão.
Um pedreiro no andaime pulou e pegou a cordinha,
Mas se espatifou no chão

O balão voou mais serelepe
E o pai finalmente chegou para o resgate
Atropelou três velhinhas para alcançar o fio
Não adiantou
Seu carro pulou e afundou no rio

O balão continuou sua inocente fuga
Um pássaro fez sombra na terra e beliscou a corda
Mas o caçador estava por perto
E somente viu sua ave morta

E o balão subiu, subiu e subiu
A criança sorriu, sorriu e sorriu
Mas quando a mãe olhou
Ela não estava mais lá
.
.
.
Texto by Salem
Arte by Cadjoo

domingo, 7 de junho de 2009

Ode à Marcy Mays


Entrei na sua casa
A porta estava aberta
A luz azulada da televisão iluminava a sala
Você estava ali, deitado no sofá
Imóvel, de olhos abertos

Imperceptível, olhei os retratos na cômoda
Garrafas de vinho vazias no chão
Taças reluzentes tomadas por sangue de línguas mordidas
Em busca de silêncio
Cigarros apagados mostram que a noite foi longa
Afghan Whigs na maior altura, implorando:
"Não me machuque, baby. Eu tenho medo quando você faz isso"

Cheguei tarde demais?
Tomo passos mais firmes e apressados
Os quartos desocupados
As caixas não lacradas
Roupas na mala, desarrumadas

Me coloco em sua frente
Seus olhos, brancos e inertes
Seus olhos que um dia foram meus
Seu corpo que um dia foi meu
Seu sangue, que um dia foi meu
Na minha taça, no meu sofá
Nas minhas imagens refletidas
No grande vazio que tomou conta de mim
Eu, minha alma, que agora se vai
Morta por minha própria proteção

.
.
.
Arte by Cadjoo
Txt by Salem

sábado, 25 de abril de 2009

You Were Wrong


You told me I couldn’t do It
That I ‘d have to emancipate from my dreams
I never understood what it means
‘Til I saw myself walking with a bourbon bottle in New Orleans

Shiny little lights, dark little coloured houses
The south river wiping my tears
I wanted to say that for so long
You were wrong

I’m pretty sure a shadow in the audience it’s me
The tall bald guy can’t let you see
That’s fine
The memories will never go away
All you can hear The Late Greats Wilco plays

I guess You don’t know that song
It’s the finest tune
I wanted to say that for so long
You were Wrong

Dizzy dreams on the corner street
It’s not that cold. The pro tools seem abandoned
I take the cab with some girls I meet
Sorry, baby, but there’s no forgivess in the store
Not anymore

For all that happened try to be strong
An old wind always brings good feelings
I want to say for the last time

No, I’m not wrong
.
.
.
Lyrics By Salem
Art By Cadjoo

Perto Demais


É tempo
É tempo de correr.
Correr para não morrer.

É tempo
É tempo de voltar.
Voltar a te amar.

É tempo
É tempo de escrever
Escrever o que não pode ser.

É hora
Oh, É hora
Hora de se abrir pra mim.

É fácil.
Ah, tão fácil.
Fácil como mulher.
Faça como quiser.

Pois é
.
.
.
Art By Ruivon
Lyrics by Salem

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Flirt


I
I
I tried
Tried to stay with you
You
You
You

But
But
But
But I won’t miss you too
Too
Too
Too

It was only a flirt
Flirt
Flirt
Flirt

There’s no need to threw me in the dirty
Dirty
Dirty
Dirty

In your dreams of despair
I was your angel, your sea
No wings, No air

They
They
They
They knew the truth
Truth
Truth
Truth

We
We
We
We had this unbearable youth
Youth
Youth
Youth

In your dreams of forgiveness
I was the one to blame
I was the one left on a mess

Like a madmen on the run
Gone
Gone
Gone
.
.
.
Lyrics by Salem
Art by Ruivon

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pegadas na Areia

A praia estava linda hoje de manhã.
O vento gélido da madrugada queimava minha cara.
O mar estava calmo como escondendo um segredo.
A areia corria branca como um chicote.

Mas ainda assim consegui carregar seu corpo.
Minha pegadas, escondidas por seus rastros vermelhos.
Como um lápis de cera numa lousa de gelo.
Sentei na rocha e vi você sangrar.

As ondas, pequeninas, lavavam seu rosto pálido com delicadeza.
Os caranguejos queriam beijar os lábios roxos.
Suas veias eram apenas riachos serenos de tristeza.
Que desembocavam em um mar de sangue.
.
.
.
Arte by Cadjoo
Texto by Salem

domingo, 5 de abril de 2009

Pedágio da Vida

Hoje, amanheci me sentindo velho.
A alma pesada como uma máquina aposentada.
Tentei olhar para todo os relógios marcando o tempo.
Andei por ruas desconhecidas.
Conversei com estranhos.
Joguei minha cara contra o vento.
Mas não pude estar onde queria estar.

As janelas hoje pareciam quebradas.
As paredes azuis, desgastadas.
As luzes dos postes iluminavam menos.
Escondendo as caras felizes, gratas.

Olhando no espelho, os cabelos pareciam mais brancos.
As olheiras mais profundas e negras.
A respiração falhando, pedindo ar.
O mundo girando.
Pedindo pedágio de sua vida.
E você, pode estar onde quer estar?
.
.
.

Arte por Ruivon
Texto por Salem/After Tweedy

domingo, 29 de março de 2009

Cinzas da Guerra


Por favor, não chore.
Você achava que a vida era colorida.
Mas, juntas, todas as cores ficam negras.

Por favor, não grite.
De perto, nenhum som alto é perceptível.
As guitarras soam como serras, os pedidos viram lamentos embaralhados.

Por favor, não reze.
Orações desesperadas são como desejos secretos.
Nunca realizados. Nunca revelados.

Por favor, me deixe ir.
Minha paz só pode ser encontrada na guerra.
Entre corpos e sofrimento.
Até a hora de sorrir
.
.
.
Arte by: Cadjoo
Texto by: Salem

sexta-feira, 27 de março de 2009

DESERTO INFELIZ


Ela foi plantada com carinho ao lado de outra semente.
Cresceram juntos. Nunca se tocaram.
Ele se esforçava para conhecê-la, mas ela só tinha pólen para outras plantas.
Foi jogando espinhos em sua direção que se fez notar.
Se enroscaram como trepadeiras.
E souberam o que é amar.

Ele queria conhecer mais solo.
Sua raiz estendeu por terrenos próximos.
Chamou a atenção.
Ganhou assédios, elogios e fascinação.
Suas pétalas miravam o sol.
Seu caule não tocava mais o chão.

Criou uma sombra gigante sobre a plantinha.
Aos poucos, ela foi murchando.
Ele queria ser uma árvore.
Enquanto ela só queria florescer.
Quando ele finalmente deu frutos,
Ela já havia sido arrancada por uma mão estranha.
E foi colorir uma paisagem branca.
Como o próprio deserto que abandonou.
.
.
.
Arte by Ruivon.
Texto By Salem

domingo, 8 de março de 2009

AMORES DIFERENTES

Há algo entre eu e você: um erro de português.
.
.
.
Arte by: Cadjoo
Frase by: Salem

quinta-feira, 5 de março de 2009

A AVE DO AMANHECER NEGADO


Acordei com o frio da morte nos pés.
Me agasalhei com a manta que a Nona me fez.
O terraço exibia um estranho filme.
Um filme que não sabemos se é noite ou dia.
Aquele espaço de tempo que o mundo parece coberto por sombras.

Enquanto o sol não me aquecia, peguei um cigarro.
A fumaça levantou vôo e encontrou um corvo.
Perguntei, baixo, sussurrando como em um velório:
"Quando seremos nós mesmos?"
A ave agourenta passou, rasante, e posso jurar que me encarou, dizendo,
"Nunca mais."
.
.
.
Texto by: Salem
Arte by: Cadjoo

NOITE DE CHUVA


Os insatisfeitos nunca ficam insatisfeitos com a própria insatisfação?
Os perdidos nunca se cansam e param?
A falta de sentido alguma hora tem lógica?
A solidão pode ser o desejo de estar com outros?
Loucos sempre falam a verdade?
A âncora que segura o barco é a mesma que o impede se chocar contra rochedos na tempestade?
A vontade de ir embora é o medo de ficar?
A vontade de esquecer é o desejo de lembrar?
Correr na chuva não é a mesma coisa que andar mais rápido em busca dos pingos?
Quem sempre muda não está fazendo sempre a mesma coisa?
.
.
.
Arte by: Cadjoo
Texto by: Salem